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01 - Análise de Campanhas e Agrupamentos (Clustering)

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Análise de Campanhas e Agrupamentos (Clustering)

Nota do capítulo 05 (Análise e Produção de Inteligência), núcleo analítico do ciclo.
Define o conceito de campanha e organiza o agrupamento de atividade por infraestrutura, TTPs, ferramentas e janela temporal, com critérios para clustering manual e automático.
Trata de nomenclatura temporária e definitiva e dos riscos de over-clustering, com exemplo completo de agrupamento de uma campanha de phishing. Dialoga com o Diamond Model, com a Pirâmide de Dor e com a nota de Atribuição de Ameaças.

1. Contexto e Posicionamento na Biblioteca

A análise de campanhas é o ponto em que observações soltas se transformam em conhecimento estruturado sobre a atividade de um adversário. Os capítulos de coleta e de indicadores entregam peças isoladas: um domínio recém-registrado, um hash desconhecido, uma onda de e-mails suspeitos, um certificado TLS emitido com padrão estranho. O clustering é o processo analítico que conecta essas peças em conjuntos com identidade própria, e é essa conexão que permite afirmar que uma operação coordenada está em curso, e não que incidentes sem relação aconteceram por coincidência.

Dentro da biblioteca, esta nota é o núcleo analítico do capítulo 05. O Diamond Model, do capítulo 04, fornece a unidade de evento que aqui se agrupa; a Pirâmide de Dor fornece a métrica de custo que hierarquiza a força dos vínculos; e a nota de Atribuição de Ameaças consome o cluster maduro como insumo para julgamentos sobre quem opera. No lado operacional, a técnica aparece como método de hunting no TH.9 da seção 15 e sustenta os produtos de relato do capítulo 06, que só têm valor quando decorrem de um agrupamento bem documentado e revisável.

2. O Conceito de Campanha

Campanha é uma operação delimitada no tempo, conduzida por um adversário contra um conjunto de alvos, com objetivo comum e recursos operacionais compartilhados. A delimitação temporal é o que separa campanha de atividade contínua: a campanha tem início, pico e declínio visíveis, normalmente associados a um esforço dedicado de infraestrutura, como um lote de domínios registrados na mesma semana. O objetivo comum pode ser monetização imediata, espionagem prolongada ou destruição, e é o objetivo que explica por que ferramentas, horários e rotinas se repetem dentro da campanha e mudam entre campanhas.

É essencial distinguir campanha de três conceitos vizinhos que relatórios apressados costumam confundir. O incidente é a ocorrência contra uma única vítima, com contorno forense próprio, e uma campanha madura costuma produzir muitos incidentes. O ator é a entidade que conduz campanhas ao longo do tempo e persiste quando as campanhas terminam, e a atribuição da campanha a um ator é julgamento separado, tratado na nota seguinte. O malware é um recurso dentro da campanha, e a mesma família pode aparecer em campanhas de atores distintos, especialmente no ecossistema de ransomware como serviço, no qual afiliados reciclam a mesma carga.

O ciclo de vida típico da campanha tem cinco fases que o analista deve tentar reconstruir. Na preparação ocorrem registro de domínios e montagem de infraestrutura; no lançamento ocorrem os primeiros envios ou explorações; no pico a atividade atinge o máximo observado; no declínio a infraestrutura queima ou é desativada; e na dormência a operação pode reaparecer sob nova infra. Mapear a fase atual tem valor operacional direto, porque as ações de defesa mudam conforme a fase: no lançamento valem bloqueios preventivos e caça retrospectiva, e no pico valem alertas reforçados e contenção ativa.

3. Dimensões de Agrupamento da Atividade

O agrupamento correto se apoia em quatro dimensões complementares, e a prática madura exige que pelo menos duas delas converjam antes de declarar que eventos distintos pertencem à mesma campanha. A tabela abaixo resume as dimensões, os artefatos típicos de cada uma e o peso relativo, herdando a lógica de raridade da Pirâmide de Dor.

Dimensão Artefatos típicos Exemplo de vínculo forte Peso típico
Infraestrutura Domínios, IPs, nameservers, certificados TLS, IDs de analytics, padrões whois Mesma chave pública TLS em dois domínios da mesma semana Alto quando o artefato é raro
TTPs Técnicas ATT&CK, ordem de execução, idioma dos artefatos, horários de operação Mesma sequência de técnicas em vítimas diferentes Alto, difícil de trocar
Ferramentas Famílias de malware, packers, exploits, scripts, builds com reuso de código Mesmo loader compilado com mesmo certificado de assinatura Alto, com cuidado com reuso
Tempo Janela da campanha, datas de registro, uptime, dias e horas de atividade Registro de domínio e primeiro envio no mesmo dia Médio, valida e delimita
Contexto de alvo Setor, porte e geografia das vítimas Mesmos setores visados em ondas sucessivas Fraco, só qualifica

Infraestrutura é a dimensão mais utilizada porque é a mais observável, mas é também a mais traiçoeira, porque grande parte da internet compartilha hospedagem. Vínculo por ASN ou por provedor de nuvem popular não agrupa nada por si só, e o analista deve escalar o vínculo até o artefato raro: nameserver dedicado, template de certificado, identificador embutido no kit de phishing. TTPs e ferramentas são mais estáveis no tempo, e o reuso de código entre atores distintos é justamente o ponto em que a dimensão de ferramentas exige cruzamento com tempo e infraestrutura antes de gerar conclusão.

4. Clustering Manual

O clustering manual é executado pelo analista por meio de pivoting interativo e julgamento fundamentado, e é o método padrão quando o volume é baixo ou o caso exige contexto. O fluxo típico parte de um artefato forte, como um domínio de phishing confirmado, e expande de forma controlada, registrando cada vínculo com evidência, fonte e data. A sequência abaixo é o roteiro de expansão mais produtivo em casos de phishing.

  • Coletar a página hospedada em sandbox e extrair identificadores do template, comentários de código e parâmetros de coleta, que são artefatos raros e estáveis.
  • Consultar DNS passivo e histórico de resolução para descobrir domínios irmãos que resolveram para o mesmo IP ou compartilharam nameserver.
  • Consultar Certificate Transparency para listar certificados emitidos para o mesmo domínio base ou com o mesmo padrão de subdomínio.
  • Abrir o whois histórico e comparar registrante, registradora e padrões de ofuscação entre os domínios candidatos.
  • Verificar os IPs de envio nos logs do gateway e agrupar por ASN, reputação e janela de envio, marcando esse vínculo como fraco.
  • Comparar o HTML das páginas por similaridade textual e estrutural, porque template idêntico é vínculo forte de operação.

A vantagem do método manual é a qualidade do julgamento contextual, que percebe quando um vínculo aparente é coincidência ou quando um detalhe pequeno invalida a fusão. A limitação é a escala, porque nenhum analista agrupa manualmente dezenas de milhares de eventos por mês, e o viés do caso dominante, que puxa novas atividades para a hipótese favorita do analista. Por isso o trabalho manual deve ser documentado aresta por aresta, de modo que outro analista consiga revisar e refutar cada vínculo declarado.

5. Clustering Automático

O clustering automático aplica cálculo de similaridade e algoritmos de agrupamento sobre conjuntos grandes, e a prática de mercado usa três famílias complementares. A similaridade por sobreposição calcula proporção de atributos compartilhados, com métricas como Jaccard sobre listas de técnicas ATT&CK, de hashes ou de infraestrutura. Os algoritmos por densidade, como DBSCAN, e os hierárquicos, como aglomeração por ligação média, organizam vetores de características em grupos sem número pré-definido de clusters. A similaridade semântica usa embeddings de texto sobre relatórios e descrições para encontrar atividade parecida com a já documentada, recurso presente em plataformas como o OpenCTI e em pipelines de enriquecimento modernos.

Plataformas consagradas oferecem a mecânica pronta. O MISP correlaciona atributos por valor exato e por similaridade, com clusters e galáxias nomeando conjuntos consagrados. O OpenCTI modela relações entre entidades e permite visualizar o grafo da campanha conforme a semântica do Diamond Model. Ferramentas de grafo como Maltego e yEd servem à exploração manual assistida, e bibliotecas do ecossistema Python servem a pipelines sob medida. A escolha da ferramenta importa menos que a disciplina de dados: sem campos padronizados de fonte, data e confiança, nenhum algoritmo produz agrupamento auditável.

Criterios minimos de agrupamento (politica da equipe)

Vinculo forte:   1 artefato raro (chave TLS, template de kit, build de malware)
                 OU 3 artefatos medios com janela temporal compativel

Vinculo medio:   2 artefatos medios sem conflito temporal
Vinculo fraco:   ASN, provedor de hospedagem, TLD, setor das vitimas

Regra de declaracao: cluster se declara com 1 vinculo forte,
                     ou com 2 medios + 1 fraco, sempre com evidencia,
                     fonte e data registradas para cada aresta do grafo.

Na prática, os dois métodos se combinam: a automação propõe grupos candidatos e o analista valida, recusa ou fragmenta. Automatizar sem validação transforma erro sistemático de coleta em erro sistemático de análise, e validar tudo manualmente devolve o gargalo ao analista. O equilíbrio operacional é tratar a saída do algoritmo como hipótese a verificar, nunca como veredito, e medir a taxa de concordância do analista com as propostas para calibrar os parâmetros ao longo do tempo.

6. Nomenclatura Temporária e Definitiva

Toda atividade nova deve nascer com identificador temporário, neutro e estável, antes de qualquer nome de difusão. O padrão recomendado é um código com ano, número sequencial e tema técnico, como CLUSTER-2025-041-PHISH-FIN, que não presume ator, objetivo nem severidade. O identificador temporário cumpre função de rastreabilidade: permite que vítimas, eventos e artefatos sejam associados ao mesmo conjunto desde o primeiro dia, mesmo sem saber ainda quem opera e com qual objetivo.

A nomenclatura definitiva entra apenas quando o cluster atinge maturidade analítica, com contorno temporal fechado, infraestrutura principal documentada e julgamento sobre ator registrado com confiança explícita. Nomes definitivos devem ser estáveis, pronunciáveis e livres de humor ou de sensibilidade política, porque nomear é decisão de comunicação que dura anos e é cobrada publicamente. Quando fornecedor ou autoridade já nomeou a atividade, a tabela de aliases mantém a correspondência, e o relatório interno usa o nome interno com os aliases públicos documentados em campo próprio, evitando que nomes de mercado diferentes fragmentem o mesmo conjunto na base organizacional.

registro_cluster:
  id: CLUSTER-2025-041-PHISH-FIN
  nome_definitivo: null
  aliases_publicos: []
  janela: "2025-03-28 a 2025-04-14"
  fase: declinio
  status: temporario
  confianca_agrupamento: alta
  base:
    dominios: 17
    nameserver_dedicado: "ns1.servico-rodando[.]net"
    kit_phishing: "template webmail-login v3.2"
    envio: "40 IPs em 2 ASNs de baixa reputacao"
  tecnicas_attack: [T1566.002, T1071.001, T1140]
  hipoteses:
    - "ator financeiro regional, confianca baixa, pendente de triangulacao"
    - "reuso de kit comercializado, a validar pela assinatura do template"

7. Over-Clustering e Under-Clustering

Over-clustering é a fusão indevida de atividades distintas em um único conjunto, e é o erro de maior custo analítico, porque contamina todas as conclusões derivadas do cluster. As causas típicas são três: vínculo por artefato denso, como ASN ou hospedagem compartilhada; reuso real de recursos por atores diferentes, como kit de phishing vendido e usado por vários grupos; e viés de confirmação, quando o analista quer que a nova atividade pertença ao caso que domina. As assinaturas do problema são visíveis e devem ser tratadas como alarmes de revisão obrigatória.

  • Cluster com janela temporal que não fecha, reunindo atividade de 2023 e de 2025 sem continuidade explicada entre os períodos.
  • Cluster com famílias de malware incompatíveis entre si, como ransomware de afiliados rivais e spyware de perfil estatal no mesmo grafo.
  • Cluster que cresce em saltos por pivô de artefato denso, dobrando de tamanho a cada expansão por ASN ou por provedor de hospedagem.
  • Conclusões de atribuição que mudam de ator a cada revisão, sem nova evidência material que justifique a alteração.

Under-clustering é o problema oposto e é mais frequente do que se admite: atividades da mesma operação tratadas como casos isolados, com o time de resposta a incidentes reabrindo o mesmo padrão de intrusão três vezes sem perceber. A assinatura típica é a detecção recorrente da mesma sequência de técnicas com infraestrutura nova a cada semana, padrão que o agrupamento por TTPs captura e que o agrupamento por IOC (Indicator of Compromise) perde. A revisão periódica de clusters abertos, comparando novos eventos contra os existentes antes de criar novos, é o controle de rotina contra os dois excessos, e deve ter cadência definida em política, com registro de quem revisou e do que mudou.

8. Exemplo Prático: Agrupamento de uma Campanha de Phishing

O caso abaixo acompanha o agrupamento de uma campanha de phishing contra o setor financeiro, partindo de três e-mails reportados por usuários em 48 horas. A análise começa pelos artefatos observáveis das mensagens: domínios remetentes distintos, links para páginas de login falsas e o mesmo template visual. O pivoting inicial pelos domínios revela que os três resolvem para o mesmo nameserver dedicado e apresentam certificados emitidos no mesmo intervalo de 48 horas, o que configura vínculo forte conforme os critérios da seção 5.

Artefato observado Dimensão Força do vínculo Evidência de apoio
Nameserver dedicado compartilhado por 17 domínios Infraestrutura Forte DNS passivo com histórico de 90 dias
Template de página com identificador v3.2 no HTML Ferramenta Forte Coleta da página em sandbox
Certificados emitidos em janela de 48 horas pelo mesmo emissor Infraestrutura Médio Certificate Transparency
Envio entre 06:00 e 09:00 no fuso local, em dias úteis Tempo Médio Logs do gateway de e-mail
Ofuscação idêntica em anexos HTML da mesma leva TTP Médio Análise estática dos anexos
Vítimas concentradas em bancos e cooperativas Contexto Fraco Distribuição das denúncias

Com o cluster declarado, a caça retrospectiva valida o alcance interno antes das ações de bloqueio, e a consulta abaixo é o ponto de partida padrão em plataforma de estilo KQL.

// Caca retrospectiva por kit v3.2 e dominios do cluster
DeviceNetworkEvents
| where Timestamp between (datetime(2025-03-01) .. datetime(2025-04-14))
| where RemoteUrl has_any ("webmail-login", "kit/v3.2")
   or RemoteUrl endswith_any (".top", ".shop", ".icu")
| summarize Contagem = count(), PrimeiroVisto = min(Timestamp),
            UltimoVisto = max(Timestamp) by DeviceName, RemoteUrl
| order by UltimoVisto desc

A delimitação temporal fecha com base nas datas de registro dos domínios, entre 28 de março e 2 de abril, e no último avistamento de envio, em 14 de abril. As saídas operacionais seguem diretamente do agrupamento: a lista dos 17 domínios vira regra de bloqueio preventivo no gateway, o identificador do template vira caça retrospectiva por kits idênticos em proxies e sandboxes, e a janela de envio vira janela de alerta reforçado para a próxima onda. A hipótese de ator permanece aberta com confiança baixa, e é essa separação entre agrupamento técnico maduro e atribuição imatura que protege a credibilidade do produto final.

9. Métricas e Revisão Periódica

O cluster é artefato vivo, e viver sem medição é a receita do acúmulo descontrolado. A política de análise deve definir métricas de qualidade do agrupamento e revisar cada cluster aberto em cadência fixa, normalmente mensal para clusters ativos e trimestral para clusters dormentes. A tabela abaixo traz o conjunto mínimo recomendado.

Métrica O que mede Alvo sugerido
Cobertura de evidência Proporção de arestas com fonte, data e método registrados 100% das arestas novas
Concordância analítica Resultado de revisão por pares que confirma o agrupamento Acima de 90% por amostragem
Janela fechada Proporção de clusters com início e fim verificáveis Acima de 80% dos encerrados
Fragmentação pós-revisão Clusters divididos após revisão, sinal de fusão apressada Tendência de queda
Sobreposição latente Novos eventos casados com clusters existentes antes da criação Zero criação sem verificação

A revisão deve gerar três desfechos possíveis, todos registrados: confirmação do cluster como está, fragmentação com reaproveitamento dos identificadores filhos, ou arquivamento com motivo documentado. Revisão sem desfecho formal é burocracia sem efeito, porque o grafo volta a crescer com os mesmos vícios da revisão anterior.

10. Erros Comuns e Pontos de Atenção

  • Agrupar por artefato denso: ASN, TLD, provedor de hospedagem e setor de vítima são contextos, não vínculos, e a raridade do artefato compartilhado deve ser verificada antes de qualquer fusão.
  • Declarar campanha sem janela temporal: conjunto sem início e fim verificáveis não delimita operação, e a ausência de fronteira impede medir pico, declínio e reaparecimento.
  • Nomear antes de maturar: nome difundido cedo cria compromisso público com hipótese frágil, e a correção posterior custa mais que a paciência inicial.
  • Tratar saída de algoritmo como veredito: modelo de similaridade sobre dados de coleta enviesados produz clusters que espelham o viés, e a validação analítica é obrigatória.
  • Ignorar reuso intencional de recursos: kits comercializados, ferramentas vazadas e infraestrutura alugada circulam entre atores, e a dimensão de ferramentas exige cruzamento com infraestrutura e tempo.
  • Manter cluster sem revisão: grafos vivos acumulam vínculos fracos agregados ao longo de meses, e a revisão periódica com critérios explícitos evita que o conjunto vire colcha de retalhos.
  • Documentar vínculo sem evidência: cada aresta precisa carregar fonte, data e método, porque link sem proveniência não é verificável e não sobrevive a revisão por pares.
  • Confundir densidade com certeza: cluster com muitas observações é apenas um cluster grande, e a força do conjunto está na raridade e na consistência dos vínculos, não no volume.

11. Integração com o Restante da Biblioteca

O cluster bem construído é o insumo direto da nota seguinte sobre atribuição, que parte do agrupamento técnico maduro para julgar quem opera, com confiança calibrada e separando evidência de inferência. No capítulo 04, o Diamond Model fornece os eventos que aqui se agrupam e a lógica de travessia de vértices que o analista executa no pivoting, e a Pirâmide de Dor explica por que alguns vínculos pesam mais que outros. No capítulo 06, os produtos de relato assumem o cluster como unidade narrativa: o perfil de ator agrega vários clusters, e o flash report de campanha em curso descreve a janela ativa com indicações acionáveis.

No lado operacional da seção 15, o TH.9 usa clustering como técnica de hunting para descobrir atividade não reportada, o TH.7 agrupa eventos por comportamento em vez de infraestrutura, e os controles CTI.6 e CTI.7 transformam o cluster validado em relatório com estrutura e público definidos. A síntese que esta nota deixa é de disciplina: agrupar é decidir, e cada decisão de agrupamento deve ser reversível, evidenciada e revisável, porque é sobre esses conjuntos que a organização constrói detecções, respostas e julgamentos estratégicos.