02 - Glossário de CTI e Threat Hunting
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Nota 02 do capítulo 27 - Governança da Biblioteca de CTI. Compila o vocabulário técnico compartilhado pelas demais notas da biblioteca, com mais de 110 termos de CTI, Threat Hunting, detecção e compartilhamento, cada um com definição funcional de uma a duas frases.
Serve de referência rápida durante a leitura de qualquer capítulo e como contrato terminológico para quem escreve notas novas, evitando que o mesmo conceito receba nomes diferentes em capítulos distantes.
Complementa o mapa da biblioteca (01), o índice de frameworks e padrões (03), que detalha cada framework com mais profundidade, e o catálogo de fontes (04), de onde muitos termos técnicos se originam.
1. Contexto e Posicionamento na Biblioteca
Terminologia inconsistente é um dos defeitos silenciosos mais custosos em bibliotecas técnicas: quando IOC e indicador técnico significam coisas diferentes em capítulos distintos, o leitor acumula dúvidas em vez de conhecimento, e discussões entre analistas perdem tempo em disputa de palavras em vez de substância. Este glossário consolida o vocabulário usado nas mais de 350 notas da biblioteca em um único ponto de consulta, com definições curtas, funcionais e alinhadas ao uso que os capítulos fazem de cada termo. O objetivo não é dicionarístico, mas operacional: cada definição deve permitir decidir se o termo se aplica à situação que o leitor está analisando.
O critério de seleção priorizou termos que aparecem em mais de um capítulo, siglas consagradas mantidas em inglês, técnicas de caça com nome próprio e conceitos de doutrina de inteligência herdados da contrainteligência clássica. Termos que pertencem a um único capítulo e são definidos na própria nota, como as salvaguardas do Framework CTH, ficaram de fora para não transformar o glossário em índice duplicado, e frameworks completos são descritos na nota 03 deste mesmo capítulo com o que fazem e onde aparecem.
2. Convenções de Redação e Uso do Glossário
Cada verbete segue o mesmo molde para que a consulta seja previsível: a primeira frase entrega a essência técnica do termo e a segunda, quando existe, indica uso prático ou referência de capítulo da biblioteca. Siglas consagradas em inglês permanecem em inglês, com o significado expandido no verbete, e conceitos que têm tradução consolidada em português são registrados no nome em português com o termo original entre parênteses. A manutenção segue a cadência trimestral do capítulo: termo novo entra quando aparece em três ou mais notas sem definição própria, e verbete existente só é alterado com justificativa registrada na sessão de governança.
As tabelas abaixo agrupam os termos por faixa alfabética, em ordem alfabética interna, para que a busca visual seja rápida e a manutenção não exija renumerar seções inteiras.
3. Termos A a E
| Termo | Definição |
|---|---|
| ACH | Analysis of Competing Hypotheses, método de análise estruturada que tabula evidências contra múltiplas hipóteses e força a refutação explícita; base das análises de atribuição e das caças disciplinadas do capítulo 05. |
| ADS | Alerting and Detection Strategy, formato de documentação de detecção que registra objetivo, telemetria, fase ATT&CK e critério de aposentadoria; referência adotada no capítulo 18. |
| APT | Advanced Persistent Threat, adversário com recursos, organização e objetivos sustentados no tempo, tipicamente vinculado a Estados; o termo qualifica o grupo operador, e não o malware que ele usa. |
| ASN | Autonomous System Number, identificador do bloco de redes anunciado por uma organização no roteamento global; usado para agrupar e atribuir infraestrutura adversária no capítulo 03. |
| ATT&CK | Matriz do MITRE que cataloga táticas, técnicas e subtécnicas observadas em adversários reais, nas edições Enterprise, Mobile e ICS; espinha dorsal de mapeamento de toda a biblioteca. |
| ATLAS | Matriz do MITRE que cataloga ataques adversários contra sistemas de IA e machine learning, o análogo do ATT&CK para o domínio de modelos; detalhada no capítulo 17. |
| BAS | Breach and Attack Simulation, execução automatizada e contínua de cenários de ataque para validar se os controles respondem como deveriam; coberto no capítulo 19. |
| Barium Meal | Técnica de caça que cruza múltiplos conjuntos de dados de baixa fidelidade, como processos raros, conexões incomuns e agendamentos, para revelar o adversário que passaria por qualquer filtro isolado. |
| Beaconing | Comunicação periódica de um host comprometido com servidor de comando e controle, visível como regularidade de intervalos em DNS, HTTP ou TLS; alvo clássico de caça no capítulo 08. |
| C2 | Command and Control, canal pelo qual o adversário conduz a sessão de ataque, envia comandos e recebe dados; sua interrupção é um dos objetivos centrais da detecção. |
| CERT.br | Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, responsável por avisos, estatísticas e coordenação de incidentes no país; fonte primária catalogada na nota 04. |
| CISA | Agência federal de cibersegurança dos Estados Unidos, autora dos advisories da série AA com IOCs, YARA e regras Snort; fonte primária de alertas em português técnico indireto. |
| CSIRT | Computer Security Incident Response Team, equipe formal de resposta a incidentes de uma organização, setor ou país; a diferença para o SOC é o escopo de mandato. |
| CTI | Cyber Threat Intelligence, inteligência de ameaças cibernéticas: produção de conhecimento acionável sobre adversários, obtida pela coleta, processamento e análise de dados com requisitos explícitos. |
| CTEM | Continuous Threat Exposure Management, programa contínuo de gerenciamento de exposição com fases de escopo, descoberta, priorização, validação e mobilização; coberto no capítulo 21. |
| CVSS | Common Vulnerability Scoring System, sistema de pontuação base de severidade técnica de vulnerabilidades; a biblioteca o combina com EPSS e contexto de ameaça, como detalha a nota 05 do capítulo 05. |
| DaC | Detection as Code, prática de versionar, testar e publicar detecções por pipeline automatizado, com revisão de código e integração contínua; núcleo do capítulo 18. |
| DFIR | Digital Forensics and Incident Response, disciplina que combina forense digital e resposta a incidentes; ferramentas e frameworks associados aparecem nos capítulos 09 e 24. |
| Diamond Model | Modelo de análise de intrusão que descreve cada evento adversário pelos quatro vértices de adversário, capacidade, infraestrutura e vítima; nota 02 do capítulo 04. |
| DNS Passivo | Registro histórico de resoluções de domínio observadas por redes de sensores, usado para mapear infraestrutura e correlacionar domínios por co-resolução. |
| D3FEND | Matriz do MITRE de contramedidas defensivas mapeadas contra as técnicas do ATT&CK; auxilia a justificar controles a partir da técnica adversária que eles impedem. |
| Dwell Time | Tempo decorrido entre o comprometimento inicial e a detecção do adversário; métrica central dos capítulos de resposta a incidentes e do argumento econômico do hunting. |
| EASM | External Attack Surface Management, gestão contínua da superfície de ataque externa visível ao adversário, descoberta, classificação e monitoramento de ativos expostos. |
| EDR | Endpoint Detection and Response, plataforma de telemetria e resposta em endpoints, com coleta de processos, arquivos, rede e resposta à distância; base de telemetria dos capítulos 08 e 09. |
| EEI | Essential Element of Information, informação essencial que a operação precisa para decidir, herdada da doutrina militar de inteligência; definida na nota 09 do capítulo 01. |
| EPSS | Exploit Prediction Scoring System, probabilidade diária de uma vulnerabilidade ser explorada no mundo real; usada com CVSS e KEV na priorização de remediação. |
| Exfiltração | Transferência não autorizada de dados para fora do perímetro controlado, geralmente a fase final da intrusão; caças por volume e horário atípico no capítulo 08. |
4. Termos F a J
| Termo | Definição |
|---|---|
| Falsos Negativos | Intrusões reais que a detecção não sinaliza; o risco mais caro do programa, porque permite que o adversário prossiga sem pressão. |
| Falsos Positivos | Alertas que sinalizam atividade inofensiva como maliciosa; consomem tempo de triagem e corroem a confiança no sistema de detecção. |
| Feed | Serviço de distribuição recorrente de indicadores técnicos, geralmente por STIX, TAXII ou listas simples; a biblioteca insiste que feed sem contexto não é inteligência. |
| Fidelidade | Grau com que uma detecção, hipótese ou indicador distingue atividade adversária de atividade legítima; conceito central da Pirâmide de Dor e do capítulo 18. |
| FIRST | Fórum internacional de equipes de resposta a incidentes, mantenedor do TLP 2.0 e do IEP, política de compartilhamento de inteligência; referência dos capítulos 12 e 22. |
| GAP de Cobertura | Técnica do ATT&CK relevante para a organização sem detecção, telemetria ou caça associada; insumo primário da priorização no capítulo 18. |
| Golden Ticket | Falsificação do ticket de serviço Kerberos (TGT) usando o hash da conta KRBTGT, que concede acesso amplo ao domínio; caça de identidade clássica no capítulo 08. |
| Grouping | Técnica de caça que busca eventos com valores compartilhados, como mesmo hash, certificado ou mutex, para agrupar atividade relacionada; descrita no capítulo 15. |
| Heatmap de Cobertura | Visualização por camadas do ATT&CK Navigator que marca táticas e técnicas com detecção, telemetria ou caça associada; metodologia do capítulo 15 e 20. |
| HMM | Hunting Maturity Model, escala de cinco níveis, de HM0 a HM4, que mede quanto uma organização caça a partir de dados próprios e hipóteses; aplicada na nota 05 do capítulo 06. |
| Honeypot | Recurso falso deliberadamente exposto para detectar, atrasar ou estudar o adversário; forma de armadilha de contra-inteligência discutida no capítulo 13. |
| Hunt Loop | Ciclo iterativo de caça que conecta hipótese, coleta, análise, resposta e documentação, alimentando a próxima iteração; formalizado na nota 04 do capítulo 06. |
| Hunter | Profissional que busca ativamente adversários já presentes no ambiente, sem alerta prévio, combinando dado, hipótese e repertório técnico; perfil descrito na nota 03 do capítulo 06. |
| IOC | Indicator of Compromise, evidência técnica observável de comprometimento, como hash, IP, domínio ou URL; objeto central do capítulo 03. |
| IOA | Indicator of Attack, sinal de intenção e progressão adversária, como sequência de comportamentos, que antecede o comprometimento consumado. |
| IOB | Indicator of Behavior, comportamento observável do adversário em nível mais abstrato que o IOA, útil quando a infraestrutura muda, mas o procedimento persiste. |
| IOE | Indicator of Exposure, indicador de exposição da própria organização, como serviços expostos e configurações inseguras, que antecipa caminhos de ataque; ponte com EASM. |
| IR | Incident Response, processo estruturado de preparação, detecção, contenção, erradicação, recuperação e lições aprendidas; integrado à CTI no capítulo 15. |
| ISAC | Information Sharing and Analysis Center, comunidade setorial de compartilhamento de inteligência, como FS-ISAC e Health-ISAC; cobertura no capítulo 22. |
| JA3 | Fingerprint TLS de cliente composto por versão, cipher suites e extensões, que identifica ferramenta ou malware mesmo com mudança de IP. |
| JA4 | Sucessor do JA3 com ordenação determinística e leitura estruturada, com variantes como JA4S e JA4H para servidores e HTTP; mais estável para caça em TLS. |
5. Termos K a O
| Termo | Definição |
|---|---|
| KEV | Known Exploited Vulnerabilities, catálogo do CISA de vulnerabilidades com exploração confirmada em ambiente real; presença no KEV eleva a prioridade de remediação. |
| Kill Chain | Cyber Kill Chain da Lockheed Martin, modelo de sete elos que decompõe a intrusão em etapas, de reconhecimento a ações sobre objetivos; nota 03 do capítulo 04. |
| KPI | Key Performance Indicator, métrica-chave de desempenho de um programa; os de CTI e hunting estão no capítulo 11. |
| KQL | Kusto Query Language, linguagem de consulta de plataformas como Microsoft Sentinel e Defender; usada em dezenas de exemplos práticos da biblioteca. |
| LGPD | Lei Geral de Proteção de Dados, marco legal brasileiro de proteção de dados pessoais; condiciona coleta, retenção e compartilhamento de indicadores com dado pessoal. |
| LLM | Large Language Model, modelo de linguagem de grande escala usado para enriquecimento, extração de TTPs e automação de CTI; capítulo 17 inteiro dedicado. |
| LOTL | Living-off-the-Land, uso de ferramentas nativas do sistema pelo adversário, como PowerShell e WMI, dificultando detecção baseada em binário estranho. |
| MICE | Modelo de contra-inteligência que classifica as motivações de recrutamento e traição: Money, Ideology, Coercion e Ego; aplicado à análise de insider threat no capítulo 13. |
| MISP | Malware Information Sharing Platform, plataforma open source de compartilhamento e correlação de indicadores, com eventos, objetos e distribuição por TLP; notas do capítulo 22. |
| MITRE | Organização de pesquisa que mantém ATT&CK, ATLAS, D3FEND e as avaliações de emulação de adversários; origem de grande parte do vocabulário da biblioteca. |
| Masquerading | Técnica de disfarce em que o adversário nomeia ou empacota artefatos para parecerem legítimos, como binário malicioso com nome de serviço do sistema. |
| Movimento Lateral | Expansão do adversário de um ponto inicial para outros hosts, com PSExec, WMI, RDP ou protocolos remotos; alvo de caças dedicadas no capítulo 08. |
| MTTD | Mean Time to Detect, tempo médio de detecção de incidentes; componente do dwell time e KPI recorrente dos capítulos 11 e 15. |
| MTTR | Mean Time to Respond ou to Restore, tempo médio de resposta ou recuperação; complementa o MTTD no painel executivo. |
| NDR | Network Detection and Response, plataforma de detecção e resposta em rede, com análise de tráfego, metadados e comportamento; complemento do EDR no capítulo 15. |
| NIST | Instituto nacional de padrões e tecnologia dos Estados Unidos, autor do CSF 2.0 e da série SP 800, incluindo a 800-61 de resposta a incidentes. |
| NXDOMAIN | Resposta DNS para domínio inexistente; surto de NXDOMAIN contra o mesmo sufixo denuncia geração algorítmica de domínios (DGA). |
| Noise | Ruído, volume de eventos legítimos que ocupam a análise sem representar ameaça; adversário direto da fidelidade e tema do capítulo 12. |
| OCSF | Open Cybersecurity Schema Framework, esquema aberto de normalização de telemetria de segurança entre produtos; contexto no capítulo 24. |
| OpenCTI | Plataforma open source de gestão de conhecimento de CTI, com modelo de objetos STIX, grafos e conectores; salvaguarda PLT.2 do capítulo 15. |
| OPSEC | Operational Security, disciplina de proteger informações e comportamentos que revelam intenções, próprios de adversários e de defensores em contra-inteligência. |
| OSINT | Open Source Intelligence, inteligência derivada de fontes públicas, de redes sociais a registros de domínio; base da coleta no capítulo 02. |
| OTHF | Outsourced Threat Hunting Framework, metodologia para contratar e governar hunting prestado por terceiros; nota 04 do capítulo 23. |
6. Termos P a T
| Termo | Definição |
|---|---|
| Passive DNS | Sinônimo consolidado de DNS passivo: histórico de resoluções observadas por sensores, útil para descobrir vizinhança de domínio e pivô de infraestrutura. |
| PEAK | Provider Agnostic Cyber Hunt Framework, metodologia do Splunk com timeline preta, hipótese e caças exploratórias; nota 02 do capítulo 23. |
| PIR | Priority Intelligence Requirement, requisito priorizado de inteligência que orienta coleta e análise; salvaguarda CTI.1 e nota 07 do capítulo 01. |
| Pyramid of Pain | Pirâmide de David Bianco que ordena indicadores pelo custo que impõem ao adversário, de hashes a TTPs; nota 05 do capítulo 04. |
| Purple Team | Exercício colaborativo em que ofensiva e defensiva validam detecções em conjunto, ao contrário do confrontation clássico entre equipes; capítulo 19. |
| Query-Driven Hunting | Caça disparada por consulta descoberta em repositório, conferência ou colega, em vez de por hipótese ou por IOC; um dos pontos de partida da TaHiTI. |
| RaaS | Ransomware as a Service, modelo criminoso em que desenvolvedores licenciam o ransomware para afiliados que executam a intrusão; repercute em atribuição e compartilhamento. |
| Reconhecimento | Coleta de informação sobre o alvo antes da exploração, ativa ou passiva; primeiro elo da Kill Chain e tática de abertura no ATT&CK. |
| Red Team | Equipe que simula adversários realistas para medir a defesa de ponta a ponta; contraste com o purple teaming colaborativo do capítulo 19. |
| ROI | Return on Investment, retorno sobre o investimento; calculado para hunting e compartilhamento nos capítulos 11 e 22. |
| Rule as Code | Regra de detecção mantida como artefato versionado em repositório, com revisão, teste e deploy automatizado; forma concreta do DaC. |
| Sandbox | Ambiente isolado que executa artefatos suspeitos e registra comportamento, usado na análise dinâmica do capítulo 25. |
| Sighting | Registro de observação real de um indicador no ambiente, com horário e contexto; alimenta confiança, validade e métricas de compartilhamento. |
| SIEM | Security Information and Event Management, plataforma de agregação, correlação e alerta sobre eventos de segurança; capa de integração da telemetria nos capítulos 09 e 15. |
| Sigma | Linguagem aberta e genérica de descrição de detecções de log, convertível para SPL, KQL e outras linguagens; notas do capítulo 18. |
| SigmaHQ | Repositório comunitário de referência de regras Sigma, mantido por milhares de contribuições; fonte primária catalogada na nota 04. |
| SNR | Signal-to-Noise Ratio, razão entre sinais verdadeiros e ruído em um conjunto de detecções; métrica de qualidade no capítulo 18. |
| SOAR | Security Orchestration, Automation and Response, plataforma que orquestra playbooks e automatiza respostas entre ferramentas; salvaguarda AUT.1 do capítulo 15. |
| Stack Counting | Técnica de caça que conta e classifica a frequência de valores de um campo, como processos ou domínios, para expor o raro dentro do comum. |
| STIX | Structured Threat Information eXpression, padrão aberto de serialização de inteligência de ameaças em objetos e relações; versão 2.1 detalhada no capítulo 22. |
| TAXII | Trusted Automated eXchange of Intelligence Information, protocolo de transporte de coleções STIX entre produtores e consumidores; versão 2.1 no capítulo 22. |
| TaHiTI | Threat Hunting integrative Taxonomy, metodologia holandesa que classifica caças por ponto de partida: dados, hipótese, IOC ou query; nota 03 do capítulo 23. |
| THRIVE | Metodologia de threat hunting que prioriza caças a partir de risco e inteligência de CTI, combinando pontos de partida por hipótese, IOC e dados; nota 01 do capítulo 23. |
| Threat Actor | Ator de ameaça, grupo ou operador com motivação, objetivo e conjunto de TTPs identificáveis; objeto dos perfis do capítulo 01. |
| Threat Hunting | Disciplina proativa de buscar adversários já presentes no ambiente sem alerta prévio, por hipótese, por dado e por comportamento; fundamentos no capítulo 06. |
| TIP | Threat Intelligence Platform, plataforma que centraliza coleta, enriquecimento, deduplicação e distribuição de inteligência; comparadas no capítulo 24. |
| TLP | Traffic Light Protocol, esquema de rótulos de circulação de informação de confiança, na versão 2.0 do FIRST; regras operacionais no capítulo 12. |
| TTP | Tactics, Techniques and Procedures, táticas, técnicas e procedimentos do adversário; topo da Pirâmide de Dor e base das caças do capítulo 08. |
| Triagem | Primeira classificação de um evento ou artefato para decidir profundidade de análise, prioridade e encaminhamento; primeira etapa da análise técnica do capítulo 25. |
7. Termos U a Z
| Termo | Definição |
|---|---|
| UEBA | User and Entity Behavior Analytics, análise comportamental de usuários e entidades que baselineia o normal para detectar desvios; salvaguarda TH.15 do capítulo 15. |
| VERIS | Vocabulary for Event Recording and Incident Sharing, vocabulário aberto de descrição estruturada de incidentes, base do DBIR; nota 04 do capítulo 04. |
| Velociraptor | Ferramenta open source de caça e coleta forense em escala, com linguagem VQL e monitoramento contínuo de endpoints; nota 07 do capítulo 09. |
| Volatility | Framework open source de análise de memória volátil, na versão 3; atualizado no capítulo 24 com eBPF e uso de LLM. |
| Vazamento de Credenciais | Exposição de credenciais em dumps, stealer logs e pastes, monitorada por CTI para anteceder uso legítimo das senhas pelo adversário. |
| WAF | Web Application Firewall, controle que inspeciona e filtra tráfego HTTP de aplicações web; salvaguarda PRT.3 do capítulo 15. |
| Wazuh | Plataforma open source de SIEM e XDR com regras como código; analisada no capítulo 24. |
| WHOIS | Protocolo de consulta a registros de domínio com contato, datas e registrante; substituído em parte pelo RDAP, coberto no capítulo 03. |
| XDR | Extended Detection and Response, extensão do EDR que correlaciona telemetria de endpoint, rede, identidade e cloud em uma superfície única. |
| YARA | Linguagem de descrição de padrões para identificar famílias de malware em arquivos, memória e processos; nota 05 do capítulo 25. |
| YARA-L | Variante da linguagem YARA usada no Google SecOps (Chronicle) para regras de correlação em tempo real sobre telemetria. |
| YETI | Plataforma open source de organização de inteligência, com feed agregador e grafos de observáveis; citada nas plataformas do capítulo 03. |
| Zeek | Sensor de rede open source que produz logs estruturados de protocolos, base das caças de rede do capítulo 08. |
| Zero Trust | Modelo de segurança que elimina confiança implícita por localização, exigindo verificação contínua de identidade, dispositivo e contexto em cada acesso. |
8. Manutenção do Glossário e Integração com a Biblioteca
A manutenção segue a mesma cadência trimestral do mapa da biblioteca e tem três gatilhos de entrada para novos termos: um conceito citado em três ou mais notas sem definição própria, um termo novo introduzido por relatório ou versão de framework relevante e um termo solicitado em sessão de governança. A saída também é regulada: verbete que perde uso ou duplica outro é fundido, e a fusão é registrada para que notas antigas que citavam o termo removido continuem interpretáveis. As definições são escritas para serem funcionais e não históricas, o que significa que uma definição pode ser encurtada quando o uso consolidado simplifica o conceito.
Para quem escreve notas novas, a regra de uso é direta: o primeiro uso de qualquer termo deste glossário em uma nota deve ser auto-suficiente com o auxílio do verbete, e a nota não deve reexplicar conceito que o glossário já cobre, apenas aplicar. Os capítulos que mais demandam vocabulário novo são 17, com IA e automação, 21, com EASM e CTEM, e 23, com metodologias emergentes, e são eles a fonte previsível da próxima leva de verbetes. O glossário não substitui a nota 03, que descreve frameworks com profundidade, nem a nota 04, que cataloga fontes: os três documentos formam o bloco de referência do capítulo 27 e devem ser lidos como camadas complementares do mesmo sistema de navegação.