07 - Modelos de Investigação e Hunting
video: https://youtu.be/... no frontmatter da nota.Modelos de Investigação e Hunting
Nota 07 do capítulo 27 - Governança da Biblioteca de CTI. Institui a biblioteca de templates que padroniza como o time documenta investigações e caças.
Apresenta cinco modelos oficiais: plano de caça, caderno de caça, relato de descoberta, ficha de triagem de incidente e roteiro de forense básica, cada um com campos, orientação do que registrar e dica de preenchimento.
Dialoga com as notas 05 e 06 do capítulo 07, com a nota 04 do capítulo 05 e com as notas 08, 10 e 11 deste capítulo, que aplicam os modelos e os submetem ao ciclo de qualidade e versionamento.
1. Contexto e Posicionamento na Biblioteca
As notas anteriores deste capítulo definiram a estrutura do acervo; esta define a forma mínima com que o trabalho analítico se materializa em documentos. Investigação e caça que não deixam registro reproduzível viram conhecimento tácito, que se perde na rotatividade da equipe, e a organização acaba pagando o mesmo custo analítico a cada reincidência do mesmo padrão de ataque. A biblioteca de templates resolve esse problema na origem: o analista não precisa decidir, a cada caso, o que documentar, porque o modelo já decidiu por ele, e o revisor não precisa adivinhar onde procurar cada informação, porque o lugar de cada campo é fixo e previsível.
O papel da nota dentro do capítulo é duplo. Primeiro, garantir que a produção do time siga o mesmo esqueleto, o que torna os registros comparáveis entre analistas, entre caças e entre trimestres, e permite que a nota 10 deste capítulo transforme o padrão em critérios formais de qualidade auditáveis. Segundo, ligar a governança do acervo à operação: templates são artefatos versionados como qualquer nota, sujeitos à revisão semestral descrita na nota 11, e evoluem a partir do feedback de uso que aparece naturalmente nos cadernos de caça preenchidos.
2. Princípios da Biblioteca de Templates
Um template bom é curto o suficiente para ser preenchido no calor do trabalho e completo o suficiente para continuar útil seis meses depois, e a tensão entre esses dois objetivos se resolve com três regras simples. Todo campo vem acompanhado de descrição do que registrar e de dica de preenchimento, porque campo sem orientação gera preenchimento inconsistente entre analistas. Todo registro carrega identificador único, autor e data, porque rastreabilidade é condição para auditoria e para métricas confiáveis. E todo template termina com um campo de desfecho declarado, porque investigação sem desfecho não fecha o ciclo de caça descrito no capítulo 06 e infla o estoque de casos abertos.
A tabela a seguir fixa os cinco modelos oficiais da biblioteca, o gatilho que dispara cada um e o destino natural do documento produzido, deixando explícito que os modelos se encadeiam em cadeia documental e não se substituem entre si.
| Template | Função | Gatilho de uso | Destino do documento |
|---|---|---|---|
| Plano de caça | Formalizar hipótese, escopo e critério de sucesso antes de caçar | Hipótese aprovada no quadro de caça do time | Caderno de caça e, se positivo, relato de descoberta |
| Caderno de caça | Registrar consultas, parâmetros e observações durante a execução | Início de qualquer execução de plano de caça | Referência permanente do plano; insumo para detecções |
| Relato de descoberta | Comunicar um achado com evidência e recomendação acionável | Caça ou triagem encontra atividade relevante | Disseminação com rótulo TLP e encaminhamento à resposta |
| Ficha de triagem de incidente | Padronizar o primeiro atendimento de alerta ou suspeita | Alerta atribuído ao analista de plantão | Encaminhamento à forense ou arquivamento justificado |
| Roteiro de forense básica | Guiar aquisição e preservação mínima de evidência | Suspeita confirmada que exige coleta de artefatos | Anexo do relato de descoberta e do dossiê de resposta |
A cadeia completa garante que qualquer leitor consiga reconstruir a história de um caso olhando apenas os documentos padrão, sem depender de mensagens em chat, e-mails perdidos ou memória dos envolvidos. Essa capacidade de reconstrução é o critério prático de que a biblioteca de templates está funcionando como ativo de governança e não como burocracia adicional.
3. Plano de Caça (Hunt Plan)
O plano de caça é o contrato do analista consigo mesmo e com o time: declara o que será caçado, por que, onde, com o que e como se sabe que a caça terminou. Sem plano, a caça degrada em navegação livre que às vezes encontra algo e quase nunca prova nada; com plano, até o resultado negativo tem valor, porque documenta uma lacuna de cobertura conhecida e reduz o risco de repetição. Os campos obrigatórios e suas orientações são:
| Campo | O que registrar | Dica |
|---|---|---|
| Identificador | Código único no padrão HUNT-AAAA-NNN | Reserve a numeração no quadro do time para evitar duplicidade |
| Título | Frase curta e específica sobre o alvo da caça | Título vago, como anomalias de logon, dificulta a busca futura |
| Hipótese | Enunciado testável: se X ocorrer, então Y deve aparecer em Z | Uma hipótese por plano; hipóteses múltiplas geram caças sem fim |
| Origem da inteligência | Feed, relatório, técnica ACH ou lacuna de cobertura que gerou a hipótese | Cite o relatório ou a nota interna para preservar a trilha |
| Técnicas ATT&CK | Táticas e técnicas previstas, com IDs | Limite a três técnicas para manter a caça executável |
| Fontes de dados | Índices, datasets e janela temporal disponíveis | Confirme retenção antes de aprovar; caça sem dado é gasto puro |
| Consultas | Texto exato na linguagem nativa do SIEM ou EDR | Guarde também as consultas que falharam, pois elas ensinam |
| Critério de sucesso | O que caracteriza achado positivo, em termos observáveis | Defina antes de executar para neutralizar viés de confirmação |
| Custo estimado | Horas previstas e volume de dados a varrer | Plano acima de 8 horas deve ser fatiado em planos menores |
| Desfecho | Positivo, negativo ou inconclusivo, com data e analista | Desfecho negativo também alimenta a métrica de cobertura |
A regra prática que sustenta o template é a do prazo: plano de caça que não cabe em uma semana de trabalho parcial está mal recortado, e o correto é dividir a hipótese em planos menores em vez de estender o mesmo plano por semanas. Plano grande demais também prejudica o caderno, porque acumula consultas de hipóteses diferentes no mesmo registro e contamina a análise.
4. Caderno de Caça (Hunt Log)
O caderno de caça é o diário de execução e cumpre três funções que nenhum relatório final cobre sozinho. Primeira, reproducibilidade: qualquer colega deve conseguir repetir o caminho do analista a partir do caderno, o que é essencial na revisão por pares e na transferência de caso durante férias ou troca de plantão. Segunda, proteção analítica: quando o analista registra cada consulta e cada parâmetro, ele evita repetir caminho já percorrido e preserva percepções parciais que só ganham sentido dias depois. Terceira, insumo de engenharia: consultas que produzem muito ruído ou muito silêncio viram matéria-prima para o pipeline de detecção do capítulo 18, convertendo trabalho de caça em alertas permanentes.
| Campo | O que registrar | Dica |
|---|---|---|
| Carimbo de tempo | Data e hora do registro | Registre no momento da ação, nunca no fim do dia |
| Analista | Quem executou a consulta ou ação | Em caça pareada, registre os dois nomes |
| Consulta executada | Texto exato, com parâmetros e índice | Copie do console; parafrasear destrói a reproducibilidade |
| Volume retornado | Linhas, eventos ou hosts afetados | Volume alto pede registro do corte aplicado |
| Observações | Interpretação do resultado naquele momento | Anote inclusive hipóteses descartadas e o porquê |
| Artefatos | Screenshots, notebooks, hashes e amostras | Referencie por caminho e hash, nunca por memória |
| Próximo passo | O que faria a seguir antes da interrupção | Essencial para retomar caças longas sem retrabalho |
A cadência de registro é mais importante que a formatação: caderno preenchido em tempo real, com uma linha por ação, sobrevive a auditorias e revisões; caderno reconstruído no fim da semana é ficção disfarçada de documentação. Time que adota notebook Jupyter para caça pode usar o próprio notebook como caderno, desde que a célula de texto inicial siga o template deste capítulo.
5. Relato de Descoberta (Finding Report)
O relato de descoberta transforma um achado de caça ou de triagem em comunicação acionável, e é o único documento da cadeia com destinatário externo ao time de caça, o que exige disciplina de rótulo TLP e de linguagem adequada ao público. Relato bem escrito chega à equipe de resposta com o que ela precisa para agir, chega à liderança com o que ela precisa para decidir e volta ao time de caça como validação da hipótese original. Os campos obrigatórios são:
| Campo | O que registrar | Dica |
|---|---|---|
| Identificador | Código único no padrão FND-AAAA-NNN | Vincule ao HUNT que originou o achado |
| Resumo executivo | Três frases: o que foi encontrado, onde e qual o risco | Escreva por último, quando o corpo já estiver pronto |
| Evidência | Consultas, logs, hashes, capturas e caminhos de artefato | Evidência sem hash e sem caminho não é evidência |
| Mapeamento ATT&CK | Táticas e técnicas confirmadas ou suspeitas, com IDs | Diferencie confirmado de suspeito em cada item |
| Impacto | Consequência potencial em negócio, dado ou operação | Fale em risco para o negócio, não em jargão técnico |
| Confiança | Nível de confiança da análise, nos padrões do capítulo 05 | Estado alto, moderado ou baixo com a justificativa |
| Ação recomendada | Detecção nova ou ajustada, hardening e caça complementar | Separe o que é demanda de detecção do que é demanda de TI |
| Rótulo TLP | Circulação máxima permitida do documento | O rótulo entra no cabeçalho, na primeira linha visível |
| Destinatários | Listas de distribuição e canais de disseminação | Alinhe o público ao rótulo para evitar vazamento de escopo |
A disciplina mais negligenciada deste template é a separação entre fato e inferência, aprendida nas notas 08 e 09 do capítulo 05: o corpo do relato separa o que os logs provam do que a análise conclui, e cada inferência carrega seu nível de confiança. Essa separação é o que protege o analista quando a hipótese precisa ser revista e é o que dá à liderança a correta margem de erro da informação recebida.
6. Ficha de Triagem de Incidente
A ficha de triagem é a porta de entrada formal do atendimento a alertas e suspeitas, e seu objetivo é tornar os primeiros trinta minutos de qualquer incidente repetíveis entre analistas de plantão. Ela substitui o julgamento improvisado por um roteiro fixo de perguntas, reduz a variância entre plantões e produz o registro mínimo que um caso escalado precisa para não recomeçar do zero na mão do próximo time. Os campos obrigatórios são:
| Campo | O que registrar | Dica |
|---|---|---|
| Identificador | Código único no padrão INC-AAAA-NNN | Use o número do sistema de tickets quando existir |
| Fonte do alerta | Regra, feed, EDR, SIEM, usuário ou terceiro que reportou | Fonte permite calcular depois a qualidade de cada origem |
| Veredicto | Verdadeiro positivo, falso positivo ou indeterminado | Veredicto indeterminado tem prazo e dono, não fica aberto |
| Severidade | Nível de prioridade segundo a matriz de risco da casa | Severidade não substitui veredicto; preencha os dois |
| Ativos afetados | Hosts, contas, caixas de correio e serviços envolvidos | Liste por identificador único, inclusive o excluído da suspeita |
| Indicadores extraídos | IPs, domínios, hashes e contas suspeitas | Envie ao TIP com fonte e timestamp de primeira observação |
| Ações imediatas | Isolamento, revogação de sessão, bloqueio já executados | Registre quem autorizou cada ação disruptiva |
| Escalação | Para quem escalou, quando e com qual conjunto de evidência | Escalação sem pacote mínimo de evidência atrasa o caso |
| Tempo de triagem | Minutos entre atribuição e veredicto | Métrica base para a discussão de sobrecarga do capítulo 12 |
A ficha termina sempre com o campo de desfecho: encerrado como falso positivo, convertido em caso de resposta ou convertido em relato de descoberta. Esse encadeamento explícito impede o problema clássico do alerta triado verbalmente no chat e depois esquecido, que é uma das causas silenciosas de dwell time alto em ambientes com volume elevado de alertas.
7. Roteiro de Forense Básica
O roteiro de forense básica orienta a coleta mínima, ordenada e defensável de evidência quando a triagem confirma a suspeita, e não substitui o time dedicado de resposta a incidentes em casos grandes. O princípio estruturante é a ordem de volatilidade: captura-se primeiro o que desaparece primeiro, memória antes de rede, rede antes de disco, e nada se executa no host suspeito além do estritamente necessário à coleta. As etapas do roteiro são:
| Etapa | O que fazer | Dica |
|---|---|---|
| 1. Preservação | Congelar o estado: anotar hora, conexões e processos visíveis | Foto de tela e cópia da saída de netstat valem como registro |
| 2. Memória | Aquisição com winpmem ou equivalente, antes de qualquer reboot | Nomeie o arquivo com host, data e hora em UTC |
| 3. Hashing | Calcular SHA-256 de cada imagem e arquivo coletado | O hash é a identidade da evidência para toda a cadeia |
| 4. Imagem de disco | Imagem lógica das pastas críticas ou física quando possível | Prefira imagem física em casos de criptografia e antiforense |
| 5. Artefatos-chave | Prefetch, SRUM, registry, logs de evento, tarefas agendadas | KAPE e o próprio Velociraptor aceleram essa coleta |
| 6. Rede | Capturas de tráfego e logs de proxy, DNS, firewall e VPN | Solicite aos pontos centralizados, não ao host suspeito |
| 7. Cadeia de custódia | Registrar quem coletou, quando, com que ferramenta e versão | Planilha simples de custódia já atende ao roteiro básico |
| 8. Encaminhamento | Entregar o pacote ao time de resposta ou forense sênior | Pacote sem custódia perde valor probatório e analítico |
O roteiro termina com o registro no sistema de casos e com a vinculação dos hashes coletados ao TIP, para que a organização reconheça o mesmo artefato em outra máquina ou em outro incidente. A regra de ouro operacional é não analisar no host comprometido: aquisição em um ambiente, análise em outro, sempre.
8. Exemplo Padrão Ouro: Plano de Caça Preenchido
O exemplo a seguir mostra um plano de caça completo, preenchido conforme o template da seção 3, e serve de padrão de referência para revisão e treinamento de novos analistas. Note que a hipótese é testável, o critério de sucesso é observável e a consulta está registrada na linguagem nativa da plataforma, com todos os elementos que permitem auditoria posterior.
IDENTIFICADOR : HUNT-2026-014
TITULO : Beaconing HTTPS para dominios recem-registrados
ANALISTA : M. Duarte
DATA DO PLANO : 2026-03-09
STATUS : aprovado pelo lead em 2026-03-10
HIPOTESE
Se um host corporativo estiver sob comando e controle por HTTPS, entao
aparecerao conexoes periodicas, com intervalo entre 60 e 300 segundos,
para dominio com idade inferior a 30 dias, com volume de resposta baixo
e com resolvencia DNS fora do padrao de navegacao do host.
ORIGEM DA INTELIGENCIA
REL-TAC-2026-021 (TLP:AMBER), loader entregue por phishing com C2 em
dominios recem-registrados; lacuna na tatica Command and Control
confirmada no heatmap de cobertura (nota 04 do capitulo 18).
TECNICAS ATT&CK
T1071.001 (Application Layer Protocol: Web Protocols)
T1568.002 (Dynamic Resolution: Domain Generation Algorithms)
FONTES DE DADOS
Indice de proxy (retencao de 431 dias), logs DNS (180 dias), NetFlow
(90 dias) e contexto de idade de dominio via CT logs e WHOIS historico.
CONSULTA PRINCIPAL (Splunk SPL)
index=proxy uri_domain=*
| stats count avg(bytes_in) avg(bytes_out) min(_time) max(_time)
by src_ip uri_domain
| where count > 20
| lookup idade_dominio domain AS uri_domain OUTPUT dias_idade
| where dias_idade < 30
CRITERIO DE SUCESSO
Host interno com 20 ou mais conexoes em janela de 24 horas para dominio
com idade inferior a 30 dias, intervalo medio entre conexoes inferior a
300 segundos e media de bytes_out superior a media de bytes_in.
JANELA E CUSTO
Ultimos 60 dias de proxy; estimativa de 4 horas de analise e 6 GB varridos.
DESFECHO (preencher no encerramento da caça)
[ ] positivo [ ] negativo [ ] inconclusivo
Data do desfecho, analista e referencia ao relato de descoberta:
A consulta do exemplo é deliberadamente simples: a função do plano é documentar raciocínio testável, e não impressionar com lógica complexa. Caças reais começam simples no plano, registram o refinamento no caderno e terminam com a versão final da consulta pronta para virar regra de detecção no pipeline do capítulo 18.
9. Erros Comuns e Pontos de Atenção
O erro mais caro é tratar template como formulário de compliance e preencher campos por obrigação, sem raciocínio: hipótese copiada genérica, critério de sucesso vago e desfecho em branco. O antídoto é cultural e vem da liderança do time, que recusa plano sem hipótese testável na revisão semanal e elogia publicamente cadernos que registraram caminhos errados com honestidade. O segundo erro é duplicar modelos: cada equipe que cria sua variante local do plano de caça destrói a comparabilidade que justifica o padrão, e o canal correto para necessidades locais é a evolução versionada do template oficial pela nota 11.
O terceiro erro é confundir volume de documento com qualidade de documento. Relato de descoberta de duas páginas densas e evidenciadas vale mais que relatório de vinte páginas sem hash, sem critério de confiança e sem recomendação separada por responsável. Por fim, atenção à disciplina do TLP: relato de descoberta mal rotulado que circula por lista ampla queima a confiança construída nas notas 05 e 06 do capítulo 12, e recuperar confiança de fonte custa mais que qualquer correção técnica do template.
10. Integração com o Restante da Biblioteca
Os cinco templates são a camada operacional sobre a qual a governança do capítulo 27 se apoia: a nota 08 usa o relato de descoberta para estruturar estudos de caso, a nota 09 fornece datasets para exercitar o preenchimento sem risco real, a nota 10 audita notas e documentos contra os critérios de qualidade e a nota 11 versiona os templates como parte do acervo. Nos capítulos técnicos, o plano de caça aplica o ciclo de caça do capítulo 06 e as metodologias do capítulo 23, o caderno alimenta as métricas do capítulo 11 e o relato de descoberta consome os padrões de confiança e incerteza do capítulo 05.
Para colocar em prática esta semana, escolha uma caça real de baixa complexidade, preencha o plano seguindo o padrão ouro da seção 8, mantenha o caderno em tempo real durante a execução e feche o ciclo com relato de descoberta mesmo que o desfecho seja negativo. O primeiro ciclo completo gera mais aprendizado sobre o processo do que qualquer apresentação sobre ele, e os artefatos produzidos viram material de onboarding permanente para o próximo analista.