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03 - Índice de Frameworks e Padrões

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Índice de Frameworks e Padrões

Nota 03 do capítulo 27 - Governança da Biblioteca de CTI. Cataloga, em formato de índice descritivo, os frameworks e padrões citados ao longo da biblioteca, indicando o que cada um é, para que serve e em quais capítulos aparece.
É a ponte entre os capítulos temáticos e o vocabulário compartilhado, evitando que o leitor tenha de reler notas distantes para reencontrar a definição de um padrão como STIX 2.1 ou de uma metodologia como PEAK.
Complementa o glossário (02), que resolve termos isolados, e o catálogo de fontes primárias (04), que aponta onde acompanhar a evolução de cada padrão listado aqui.

1. Contexto e Posicionamento na Biblioteca

A biblioteca não ensina cada framework uma única vez: o ATT&CK aparece no capítulo 04 como modelo, no capítulo 08 como linguagem de caça, no capítulo 15 como espinha de mapeamento e no capítulo 20 como produto em evolução constante. Essa distribuição é desejável porque cada capítulo usa o padrão para um propósito diferente, mas cria um problema de navegação que esta nota resolve: um índice único que diga, por linha, o que é o padrão, para que serve e onde está tratado em profundidade. O índice não reexplica o conteúdo dos capítulos, apenas orienta a chegada até ele com precisão.

O recorte da lista segue o uso real da biblioteca e não uma lista de mercado: entraram os frameworks com nota ou salvaguarda própria, os padrões de intercâmbio operados em capítulo inteiro e os sistemas de pontuação usados em decisão concreta de priorização. Padrões com escopo restrito e citação concentrada em um único capítulo, como o ADS Framework e o DDLC do capítulo 18, ficaram no grupo complementar da seção 8, para que o índice principal permaneça na faixa de leitura de uma sessão sem perder completude.

2. Como Ler e Manter o Índice

Cada linha do índice tem quatro colunas com contratos distintos, e entender o contrato evita que o leitor espere da coluna errada o conteúdo que está na outra. A tabela abaixo define o que cada coluna promete e o que ela não promete, e vale para todas as seções do índice.

Coluna O que promete O que não promete
Framework Nome oficial do padrão ou da metodologia, com a grafia usada pelo mantenedor Não traduz nem abrevia o nome de forma não oficial
O que é Definição em uma frase, sem adjetivos de marketing, do escopo do padrão Não descreve implementação, ferramenta ou licença específica
Para que serve Uso concreto que a biblioteca faz do padrão em decisão, produção ou detecção Não promete que o padrão cubra todos os casos de uso possíveis
Onde aparece Capítulos e notas que tratam o padrão em profundidade, com o assunto dominante indicado Não lista todas as citações; capítulos citadores ficam fora por design

A manutenção segue a cadência trimestral do capítulo e tem um gatilho adicional: qualquer atualização de versão de padrão, como a troca de versão do ATT&CK ou a publicação do NIST CSF, obriga revisão da linha correspondente e, quando houver mudança estrutural, revisão do capítulo dono. A regra de ouro é que nenhuma linha deste índice pode apontar para capítulo que não exista, e a verificação cruzada com o mapa da nota 01 é passo obrigatório da revisão. Toda linha nova entra por proposta escrita, e o modelo abaixo padroniza a proposta para que a decisão em sessão de governança seja sobre conteúdo e não sobre formato.

Proposta de linha - índice de frameworks
Nome do padrão: ATT&CK v19
Grupo proposto: modelagem de adversário
O que é: versão de abril de 2026 da matriz, com divisão de Defense Evasion
Para que serve: revalidar mapeamentos e detectar técnicas afetadas pela divisão
Onde aparece: capítulo 20 (nota 01 do bloco 2) e capítulo 15 (grupo MAP)
Decisão: aprovar, revisar linha existente e atualizar capítulo dono

3. Frameworks de Modelagem de Adversário

Este grupo reúne os modelos que estruturam o conhecimento sobre o comportamento adversário e que servem de lente para análise, caça e priorização. São os padrões mais citados da biblioteca e os que exigem domínio mais cedo na trilha, porque quase todos os capítulos aplicados pressupõem o vocabulário deles. A ordem das linhas segue o peso de uso, e não a ordem alfabética.

Framework O que é Para que serve Onde aparece na biblioteca
MITRE ATT&CK Matriz aberta de táticas, técnicas e subtécnicas observadas em adversários reais, com edições Enterprise, Mobile e ICS Mapear cobertura, formular hipóteses de caça, estruturar relatórios e comparar grupos de ameaça Capítulo 04 (nota 01) apresenta; capítulo 08 usa como linguagem de caça; capítulo 15 (grupo MAP) mapeia; capítulo 20 acompanha versões
MITRE ATLAS Matriz análoga ao ATT&CK para ataques adversários contra sistemas de IA e machine learning Categorizar ameaças a modelos, conjuntos de dados e pipelines de IA, com casos documentados Capítulo 17 (nota 02 do bloco 05) e capítulo 20 (nota 03 do bloco 3)
Diamond Model Modelo de análise de intrusão com quatro vértices: adversário, capacidade, infraestrutura e vítima Descrever eventos, agrupar campanhas e correlacionar intrusões com vocabulário comum Capítulo 04 (nota 02) e capítulo 05 (clustering e análise de campanhas, nota 01)
Cyber Kill Chain Modelo de sete elos da Lockheed Martin que decompõe a intrusão de reconhecimento a ações sobre objetivos Entender fases da intrusão, posicionar controles por fase e contrastar com a granularidade do ATT&CK Capítulo 04 (nota 03), com comparação no capítulo 15 (nota 02 do bloco 00)
Pyramid of Pain Pirâmide de David Bianco que ordena indicadores pelo custo que impõem ao adversário, de hashes a TTPs Decidir onde investir detecção e caça e calibrar a discussão de fidelidade e de rotação de infraestrutura Capítulo 04 (nota 05) e capítulo 03 (comparativo de indicadores, nota 05)
VERIS Vocabulário aberto para registro estruturado de incidentes, com categorias de ator, ação, ativo e impacto Padronizar a descrição de incidentes internos e contribuir com estatística setorial comparável Capítulo 04 (nota 04) e capítulo 22 (métricas de compartilhamento)

Duas relações entre esses modelos merecem atenção na leitura dos capítulos. O Kill Chain e o ATT&CK respondem perguntas diferentes, fases da intrusão contra comportamento técnico, e a nota 02 do bloco 00 do capítulo 15 mapeia quando usar cada um. O Diamond Model e o VERIS convivem porque um descreve o evento individual e o outro padroniza o registro do incidente completo, e a combinação dos dois é o que permite comparação estatística sem perder o detalhe analítico.

Para o analista que está começando, a recomendação de sequência dentro deste grupo é direta: ATT&CK primeiro, porque é a linguagem comum de tudo o que vem depois; Pyramid of Pain em seguida, porque ensina por que TTP valem mais que hashes; Diamond e Kill Chain por último, como lentes de análise e de comunicação. O ATLAS e o VERIS podem esperar o primeiro caso real que os convide.

4. Frameworks de Governança, Controle e Resposta

Este grupo reúne padrões que organizam o programa: controles de referência, ciclo de resposta e modelos de harmonização. São menos técnicos e mais normativos, aparecem com força no capítulo 15 e nos capítulos de metodologia emergente, e são a linguagem que o gestor fala com auditoria e com o comitê.

Framework O que é Para que serve Onde aparece na biblioteca
CIS Controls v8 Lista priorizada de 18 controles de higiene e defesa, com salvaguardas detalhadas por controle Comparar o que o CTH propõe com o padrão de mercado e defender investimento por controle Capítulo 15 (nota 02 do bloco 00, relacionamento com outros frameworks)
NIST CSF 2.0 Estrutura de funções de cibersegurança, atualizada com a função Govern, para organizar programa e maturidade Posicionar o programa de CTI e hunting na linguagem de governança corporativa Capítulo 15 (nota 02 do bloco 00) e capítulo 12 (boas práticas de programa)
NIST SP 800-61 Publicação de referência sobre manuseio de incidentes, com ciclo de preparação, detecção, contenção e lições Base para comparar processos de resposta e auditar maturidade de IR Capítulo 15 (grupo RES) e capítulo 24 (comparação no Heptagon, nota 02 do bloco 04)
DAIR Dynamic Approach to Incident Response, metodologia do SANS que trata resposta como ciclo dinâmico em vez de fase linear Modernizar o processo de IR para ambientes com cloud, automação e incerteza Capítulo 23 (nota 06)
KRAFF Framework de DFIR que harmoniza múltiplos padrões, incluindo NIST, ISO e ITIL, em um roteiro único Unificar referências concorrentes em um processo de forense e resposta auditável Capítulo 23 (nota 05)

5. Padrões de Intercâmbio e Compartilhamento

Este grupo reúne os padrões que fazem inteligência circular entre organizações e ferramentas sem perder estrutura. São padrões de implementação obrigatória para quem opera TIP, participa de ISAC ou responde por política de compartilhamento, e a biblioteca os trata com capítulos de profundidade porque a implementação malfeita degrada a troca inteira.

Framework O que é Para que serve Onde aparece na biblioteca
STIX 2.1 Padrão aberto de serialização de inteligência em objetos, como indicador, malware e relacionamento, com vocabulário controlado Estruturar pacotes de inteligência ricos em contexto e interoperáveis entre TIPs Capítulo 22 (nota 05, em profundidade), capítulo 15 (PLT.3) e capítulo 20 (novo modelo de dados de detecção)
TAXII 2.1 Protocolo de transporte de coleções STIX por HTTP, com serviços de discovery, coleções e canais Automatizar distribuição e consumo de inteligência entre organizações e plataformas Capítulo 22 (nota 06, em profundidade) e capítulo 15 (PLT.3)
TLP 2.0 Esquema do FIRST de rótulos de circulação de informação, de CLEAR a RED, com a inclusão de AMBER+STRICT Governar quem pode receber cada artefato de inteligência antes de produzi-lo Capítulo 12 (nota 06, com tabela de uso), capítulo 15 (PLT.5) e capítulo 22
OCSF Open Cybersecurity Schema Framework, esquema aberto de classes e atributos para normalizar telemetria de segurança entre produtos Reduzir o custo de normalização de logs antes de detecção e caça, com mapeamento entre esquemas Capítulo 24 (plataformas de detecção) e capítulo 09 (engenharia de dados e pipelines, nota 08)
FIRST IEP Inteligência Exchange Program do FIRST, política padrão de troca de inteligência entre organizações Formalizar termos de troca bilaterais e multilaterais sem renegociar a cada acordo novo Capítulo 22 (nota 09, política de compartilhamento)

6. Linguagens de Detecção e Sistemas de Pontuação

Este grupo reúne as linguagens com que a biblioteca escreve detecção e as métricas com que prioriza vulnerabilidade. São os padrões de execução diária, presentes em exemplos práticos de dezenas de notas, e a combinação entre eles é o que sustenta o pipeline de detecção do capítulo 18.

Framework O que é Para que serve Onde aparece na biblioteca
Sigma Linguagem aberta e genérica de descrição de regras de detecção sobre logs, convertível para SPL, KQL e outras linguagens Escrever detecção uma vez e portar para qualquer SIEM, com versionamento em repositório Capítulo 09 (nota 03), capítulo 18 (DaC e pipeline) e capítulo 17 (geração de regras por LLM, nota 04 do bloco 01)
YARA Linguagem de descrição de padrões textuais e binários para identificar famílias de malware em arquivos, memória e processos Caracterizar malware, caçar por assinatura personalizada e complementar a detecção de endpoint Capítulo 25 (nota 05, em profundidade) e capítulo 15 (PRT.5)
CVSS Common Vulnerability Scoring System, pontuação base de severidade técnica de vulnerabilidade Padronizar a gravidade bruta antes de aplicar contexto de ameaça e exposição Capítulo 05 (nota 05, scoring e priorização)
EPSS Exploit Prediction Scoring System, probabilidade diária de exploração no mundo real por vulnerabilidade Priorizar remediação pelo risco real de exploração e não pela severidade teórica Capítulo 05 (nota 05) e capítulo 05 (nota 14, intelligence de vulnerabilidades)
KEV Known Exploited Vulnerabilities, catálogo do CISA de vulnerabilidades com exploração confirmada Elevar a prioridade de remediação das vulnerabilidades que já estão sendo exploradas Capítulo 05 (nota 14) e capítulo 21 (integração com gestão de vulnerabilidades)

7. Metodologias de Threat Hunting

Este grupo reúne as metodologias comparadas no capítulo 23, cada uma com hipótese de valor diferente: priorização por risco, taxonomia de pontos de partida, processo padrão de plataforma ou governança de hunting terceirizado. A leitura conjunta é o que permite escolher metodologia consciente por tipo de caça, em vez de adotar por moda.

Framework O que é Para que serve Onde aparece na biblioteca
TaHiTI Taxonomia holandesa de threat hunting que classifica caças por ponto de partida: dados, hipótese, IOC ou query Organizar o portfólio de caças e decidir o próximo passo a partir do que se tem em mãos Capítulo 23 (nota 03) e capítulo 15 (grupo HNT, técnica TH.4)
OTHF Framework para hunting prestado por terceiros, com fases de contrato, escopo, execução e qualidade Contratar, fiscalizar e integrar hunting outsourced ao programa interno Capítulo 23 (nota 04)
PEAK Metodologia do Splunk com timeline preta, caças por hipótese e caças exploratórias, agnóstica de ferramenta Estruturar o fluxo de caça em torno de premissas claras e de exploração disciplinada Capítulo 23 (nota 02)
THRIVE Metodologia que prioriza caças a partir de risco e inteligência de CTI, conectando ameaça relevante a caça executável Priorizar o portfólio de caças pelo risco à organização e não pela curiosidade do hunter Capítulo 23 (nota 01) e capítulo 10 (priorização de hipóteses por inteligência)

A comparação entre as quatro linhas resume uma escolha de projeto: THRIVE decide o que caçar, TaHiTI decide por onde começar, PEAK decide como conduzir e OTHF decide com quem executar quando o time é terceirizado. Programas maduros combinam as quatro, e o capítulo 23 fecha com esse comparativo. O que este índice garante é que a escolha seja consciente e documentada, e não herança silenciosa da ferramenta que chegou primeiro.

8. Frameworks Complementares de Caça, Validação e Maturidade

Além das linhas anteriores, a biblioteca opera padrões de escopo mais restrito, que merecem linha própria por frequência de uso, mas não por abrangência temática. Eles aparecem concentrados em um ou dois capítulos, e a localização abaixo cobre praticamente todas as ocorrências relevantes.

Framework O que é Para que serve Onde aparece na biblioteca
HMM Hunting Maturity Model, escala de cinco níveis, de HM0 a HM4, que mede a maturidade da caça da organização Diagnóstico de partida e meta de evolução do programa de hunting Capítulo 06 (nota 05) e capítulo 15 (modelo de maturidade CTH, bloco 01)
ADS Framework Alerting and Detection Strategy, formato de documentação de detecção com objetivo, telemetria e critério de aposentadoria Documentar cada detecção como decisão revisável e não como linha solta no SIEM Capítulo 18 (nota 01 do bloco 04)
DDLC Detection Development Life Cycle, ciclo de vida de desenvolvimento de detecção, de ideia a produção com testes Padronizar a esteira que transforma hipótese de caça em regra publicada Capítulo 18 (nota 02 do bloco 01)
D3FEND Matriz do MITRE de contramedidas defensivas mapeadas contra as técnicas do ATT&CK Justificar controles a partir da técnica adversária que cada um impede Capítulo 15 (nota 02 do bloco 00)
Atomic Red Team Biblioteca de testes mapeados em técnicas do ATT&CK, executáveis por Red Canary Validar detecções com testes pequenos, repetíveis e versionados Capítulo 19 (nota 02 do bloco 02) e capítulo 24 (nota 02 do bloco 03)
Caldera Plataforma de emulação adversária do MITRE, com agentes, perfis de adversário e plugins Orquestrar emulação contínua e medir cobertura de detecção Capítulo 19 (nota 01 do bloco 02) e capítulo 24 (nota 01 do bloco 03, com extensão OT)

9. Mapa de Aplicação por Etapa Operacional

Uma forma de consolidar o índice é ler os padrões pela etapa do ciclo operacional em que dominam, o que transforma a lista em roteiro de trabalho. A tabela abaixo cruza etapa, padrão dominante e capítulo de referência, e serve de atalho para quem precisa saber rapidamente qual padrão puxar em cada situação.

Etapa operacional Padrões dominantes Capítulo de referência
Requisitos e coleta PIR e EEI como produto, OSINT e feeds como insumo, TLP como freio Capítulo 01 (notas 07 a 10), capítulo 02 completo
Modelagem e análise ATT&CK, Diamond Model, Kill Chain, Pyramid of Pain Capítulo 04 e capítulo 05
Priorização de risco CVSS, EPSS, KEV e o par CTEM e EASM para exposição Capítulo 05 (notas 05 e 14) e capítulo 21
Detecção e caça Sigma, YARA, ADS, DDLC, TaHiTI, PEAK, THRIVE Capítulo 08, 18 e 23
Validação e emulação Atomic Red Team, Caldera, BAS contínuo Capítulo 19
Compartilhamento STIX 2.1, TAXII 2.1, TLP 2.0, FIRST IEP, VERIS Capítulo 22
Resposta e forense NIST SP 800-61, DAIR, KRAFF Capítulo 15 (grupo RES) e capítulo 23
Gestão do programa CIS Controls v8, NIST CSF 2.0, HMM, FIRST IEP Capítulo 15 (grupos GOV e MET) e capítulo 12
Análise de artefatos YARA, sandboxes, VERIS para registro do caso Capítulo 25 e capítulo 04 (nota 04)

10. Exemplo de Uso do Índice em Sessão de Governança

O índice ganha vida nas sessões de governança, quando uma nota nova chega citando um padrão sem linha própria ou uma versão nova de padrão muda a coluna de localização. O fluxo recomendado é curto: o proponente preenche o modelo da seção 2, a sessão decide entre aprovar, aprovar com ajuste ou rejeitar, e a linha aprovada entra no índice no mesmo ciclo, com o capítulo dono avisado da nova citação. O exemplo abaixo mostra duas decisões típicas em um único quadro de pauta, uma inclusão e uma revisão de versão.

Pauta de índice - sessão trimestral

Item 1 - INCLUSÃO
Proposta: primeira linha para o OCSF no grupo de intercâmbio
Base: capítulo 24 passou a referenciar o esquema em duas notas
Decisão: aprovado com ajuste; localização inclui capítulo 09, nota 08
Responsável pela edição: mantenedor do capítulo 27

Item 2 - REVISÃO DE VERSÃO
Proposta: atualizar a linha do ATT&CK para a versão corrente
Base: capítulo 20 já documenta a divisão de Defense Evasion
Decisão: aprovado; capítulo 15 (grupo MAP) avisado da mudança
Impacto: nenhuma linha de outros grupos é afetada

O registro das duas decisões fica na ata da sessão, e o histórico de propostas rejeitadas é tão valioso quanto o das aprovadas, porque evita que o mesmo padrão sem capítulo dono seja reapresentado a cada trimestre. Índice governado por pauta escrita se mantém estável; índice editado por conveniência pontual volta a acumular linhas órfãs em poucos ciclos.

11. Erros Comuns e Pontos de Atenção

  • Referência a capítulo que não existe: toda coluna de localização precisa ser validada contra o mapa da nota 01, porque capítulos mudam de nome e notas ganham números novos a cada implantação, e um índice de governança com destino quebrado perde a confiança que precisa ter.
  • Linha sem dono claro: quando dois capítulos explicam o mesmo padrão em profundidade, o índice deve marcar o dono e reduzir o outro a citação, ou a duplicação volta a crescer e as versões divergem em silêncio.
  • Versão desatualizada: padrões como ATT&CK, TLP, STIX e TAXII têm versão no nome por razão, e citar versão errada em um índice de governança compromete o contrato de interoperabilidade descrito nos capítulos 20 e 22.
  • Adotar padrão por moda: uma metodologia de caça nova só entra no índice quando a biblioteca tem capítulo que a descreve, e o índice não antecipa adoção; a seção de complementares é o lugar de testes, não a principal.

12. Integração com o Restante da Biblioteca

Este índice forma com o mapa (01), o glossário (02), o catálogo de fontes (04) e a bibliografia (05) o bloco de referência do capítulo 27, e a divisão de trabalho entre eles é a seguinte: o mapa diz onde está, o glossário diz o que significa um termo, este índice diz o que é um padrão e onde é tratado, o catálogo de fontes diz onde acompanhar a evolução e a bibliografia diz o que ler primeiro. Notas de capítulos temáticos citam padrões à vontade, mas a definição canônica de cada padrão mora no capítulo dono apontado aqui.

A utilidade operacional do índice aumenta quando ele é usado como roteiro de onboarding: um analista novo que lê as colunas de descrição e uso de todas as linhas sai com a arquitetura conceitual inteira da biblioteca em uma sessão, e depois entra nos capítulos donos apenas nos pontos que seu perfil exige. O índice é, nesse sentido, o compactado do acervo, e mantê-lo com rigor é mais barato que repetir apresentações orais do mesmo conteúdo a cada novo integrante da equipe. A regra final de convivência é simples: se uma citação de padrão não encontra resposta neste índice, o defeito está no índice ou na citação, e a sessão de governança precisa dizer qual dos dois.